Ao contemplar nossos filhos hoje, em um dia bem leve onde fugi um pouco da rotina, percebi como eu sou a bússola de seus humores.


Há anos luto contra meu temperamento, contra as intempéries de um gênio que me aprisionava com os grilhões do destempero, da irritação, do remorso e da culpa.
Eu não me curei, pois não há cura; eu apenas tomei posse de mim. Eu dominei minha vontade, subjugando-a, humilhando-a, dizendo não milhares de vezes até mesmo quando a negativa nem era necessária.


Aos poucos e muito lentamente, aquela nuvem de irritação se dissipou, os destemperos estão mais raros a cada dia e nossos filhos parecem espelhar um pouco do que tenho conquistado a duras penas.
A luta segue. Sei que melhorei e é fundamental conseguir enxergar isso. Mas o meu eu antigo apenas dorme, e se vacilo, logo o leão acorda e parte o elástico que está sempre ali, esticado no limite.
Hoje, os olhares me procuram sempre, as mãozinhas constantemente me tocam, são milhares de beijos e abraços ao longo do dia…


E em cada um destes gestos eu enxergo mais e mais motivos para ser ainda melhor.


Bendita maternidade que me forja pelo amor!
.
“A santidade não consiste em grandes ocupações. – Consiste em lutar para que a tua vida não se apague no terreno sobrenatural; em te deixares consumir até à última fibra, servindo a Deus no último lugar… ou no primeiro: onde o Senhor te chamar.”

Waleska Montenegro.

27/05/2022

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2 opiniões sobre "A Forja da Maternidade."

  1. Avatar Dangela REIS disse:

    Todos com sua lutas particulares, a minha é pra manter a constância e disciplina, já que muitas vezes aforuxo o laço quando não deveria.
    Esse é um dos motivos que me leva a acompanhar o trabalho de vocês.
    Vocês me ajudam a manter o foco e me dão ânimo!
    A sua perseverança me inspira.
    Abraços

  2. Obrigada, querida!

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